A mais recente pesquisa divulgada pela AtlasIntel nesta terça-feira (1º de abril de 2025) revela um aumento na desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que agora atinge 53,6%, enquanto sua aprovação está em 44,9%. Outros 1,5% dos entrevistados afirmaram não saber. Os dados indicam um leve aumento na desaprovação em relação à pesquisa de março, quando era de 53%, e a aprovação era de 45,7%.
O levantamento foi realizado pela Latam Pulse, Bloomberg e AtlasIntel, entre os dias 20 e 24 de março de 2025, por meio de formulários on-line aleatórios. A pesquisa contou com 4.659 entrevistados e possui uma margem de erro de 1 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%.
Os entrevistados também foram questionados sobre a avaliação do governo federal. O resultado mostrou que 49,6% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 37,4% a consideram ótima ou boa. Outros 12,5% avaliam o governo como regular, e 0,5% disseram não saber. Em comparação com a pesquisa de março, houve uma leve melhora para Lula, pois naquele momento 50,8% avaliaram a gestão como ruim/péssima, e 37,6% como ótima/boa.
ELEIÇÕES 2026: CENÁRIOS DESFAVORÁVEIS PARA LULA
A pesquisa também traçou cenários eleitorais para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Os dados mostram que Lula perderia para Pablo Marçal (PRTB) e Jair Bolsonaro (PL). Já contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), o petista aparece tecnicamente empatado. Nos demais cenários, Lula venceria, mas sempre com margem reduzida.
Confira os cenários simulados pela pesquisa:
- Pablo Marçal (PRTB) 51% X Lula 46%
- Jair Bolsonaro (PL) 48% X Lula 46%
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) 47% X Lula 46%
- Ronaldo Caiado (União Brasil) 37% X Lula 47%
- Eduardo Leite (PSDB) 36% X Lula 46%
- Romeu Zema (Novo) 25% X Lula 44%
Os números indicam um cenário preocupante para o presidente, que, além de enfrentar alta desaprovação, já aparece com chances reais de derrota em 2026 contra alguns candidatos da oposição. Com a popularidade em queda, Lula terá desafios significativos para reverter esse quadro e manter sua base eleitoral fortalecida nos próximos meses.