Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), expressou preocupações sobre as tarifas de reciprocidade anunciadas por Donald Trump. Ela afirmou que essas tarifas representam um “risco significativo” para a economia global e destacou a urgência de evitar uma intensificação da guerra mercantil.
Ela ressaltou a valor de os Estados Unidos colaborarem com parceiros comerciais para impedir novas tarifas.
“Ainda estamos avaliando as implicações macroeconômicas das medidas tarifárias anunciadas, mas elas claramente representam um risco significativo para as perspectivas globais em um momento de desenvolvimento lento”, disse.
O FMI planeja vulgarizar os resultados de sua estudo sobre os impactos dessas tarifas na economia global. Esse estudo, denominado Perspectivas Econômicas Mundiais, está programado para ser publicado na segunda quinzena de abril de 2025.
A divulgação será crucial para compreender melhor os efeitos dessas medidas na economia mundial.
“Dia da Libertação”: Trump declara independência econômica
O “tarifaço” dos Estados Unidos foi anunciado na quarta-feira 2. Trump classificou a iniciativa uma vez que “um dos momentos mais importantes da história norte-americana”. Em tom simbólico, batizou o dia uma vez que “Liberation Day” e alegou que a medida representa a libertação dos EUA de um negócio internacional “injusto”.
A política será aplicada em duas etapas. A primeira começará em 5 de abril, à 1h (horário de Brasília), com a taxa fixa de 10% para todos os países latino-americanos, exceto Venezuela e Nicarágua.
A segunda temporada será implementada em 9 de abril e atingirá países que impõem tarifas superiores a 20% sobre bens norte-americanos — com alíquotas adicionais equivalentes à metade do porcentual cobrado por esses países.
A China, por exemplo, enfrentará uma tarifa totalidade de 34% (10% a partir de 5 de abril mais 24% a partir do dia 9). A União Europeia será taxada em 20%.